Notícias
Notícias
O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, lançou a obra intitulada "Repensar o Desenvolvimento Económico e o Papel do Estado: Dilemas, Desafios e Tendências". A cerimónia teve lugar nesta quinta-feira (2), no Anfiteatro Paulus Gerdes - Campus da Lhanguene, Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo). A principal motivação que levou o autor a escrever o livro foi de debate, interrogações, preocupações, inconformismo, mas também as convicções e fé. O acto solene contou com a presença da nata académica, Presidente da República, Daniel Chapo, Reitores, Vice-reitores e distintos convidados.
Intervindo na ocasião, Chapo afirmou que: "Repensar o Desenvolvimento Económico e o Papel do Estado: Dilemas, Desafios e Tendências é um livro que trás uma contribuição extremamente importante para o nosso processo de desenvolvimento e sobretudo porque o Professor Salim Valá faz questão de colocar uma grande diferença entre o crescimento e o desenvolvimento". Portanto, o livro de Valá "mostra de forma clara e inequívoca que ao longo dos nossos 50 anos de independência fomos registando alguns sinais de crescimento, mas nós temos que nos concentrar sem mais dúvidas, é no desenvolvimento, porque nem sempre o crescimento significa desenvolvimento", afirmou Chapo, que igualmente falou do importante papel da academia e da família na transmissão de valores, assim como na relevância do empreendedorismo.
Já, o reitor da UP-Maputo, Prof. Doutor Jorge Ferrão na qualidade de prefaciador do livro disse que "a obra apresentada não é apenas académica, mas é um convite para repensar o desenvolvimento económico e o papel do estado não como exercício teórico, mas, como uma exigência pública, prática e sobretudo muito contemporânea". Sublinhado ainda que um dos grandes méritos do livro é o de "voltar a reabrir o debate, na troca de ideias, experiências, e opiniões que são muitas vezes diversas".
As questões colocadas por Valá, em sua obra foram igualmente divulgadas pelos apresentadores da mesma, Prof. Doutor Ibraimo Hassan Mussagy e Prof. Doutor João Cândido Pereira; com destaque em reduzir a presença do estado, mas, aumentado a sua eficiência. Pereira sublinhou que este livro “não é o fim, mas, o assunto está aberto”. Mussagy por sua vez fez uma retrospectiva da obra e questões levantadas, as utopias sobre Moçambique independente e o desejável crescimento. Ambos apresentadores destacaram a necessidade de perceber os modelos de desenvolvimento apresentados pelo autor, olhando para o contexto moçambicano.
A recente obra de Valá é resultado das reflexões de 2021 a 2024, e sua abordagem cinge-se em seis principais lentes ou nervuras, de modo a interpretar a realidade, assim, destaca-se a primeira nervura: a qual defende que o crescimento sem diversificação, sem inclusão e sem transformação estrutural não leva ao desenvolvimento, mas pode contribuir para a ilusão estatística, que leva a diversificação; segunda: ligada a capacidade institucional, pois o estado é vital para o desenvolvimento: a terceira: relacionada com a inteligência criativa do povo que depende muito dos investimentos estratégicos; a quarta: a necessidade de apostar de forma pesada na educação, inovação, tecnologia e na juventude; a quinta: o financiamento para a transformação económica; e a última: a qualidade das instituições como motor para o desenvolvimento económico.
O livro que abre o debate sobre economia e desenvolvimento, é lançado sobre a chancela do Grupo Escolar Editora. O autor do livro possui mais de 30 anos ao serviço do Estado e destacou que a obra constitui uma homenagem a sua mãe e pai, igualmente a esposa e família endereçando agradecimentos aos amigos e colegas que contribuíram significativamente na produção da mesma.
O lançamento do livro "Repensar o Desenvolvimento Económico e o Papel do Estado: Dilemas, Desafios e Tendências" foi igualmente um espaço de apresentação cultural com a interpretação musical do Professor Moisés Mavale; oferta de um exemplar do livro ao Presidente Chapo; exposição de Kites de robótica, livros e obras artísticas.
Por: Taualia Neuara, Daniel Bila e Titos Sitole (fotos)
GCI/UPM











O percurso de vitórias da equipe de voleibol feminino do Clube Desportivo da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) tem vindo a merecer cada vez mais atenção da sociedade, pelos seus feitos nos diferentes campeonatos ao nível da África Austral. Por reconhecimento as conquistas, a Primeira-Dama da República de Moçambique , Gueta Chapo premiou as atletas e técnicos nesta sexta-feira (27), no Campo de jogos do campus universitário da Lhanguene. O momento bastante concorrido pelos estudantes foi caracterizado por muito entusiasmo dos participantes e apresentação cultural.
No acto da premiação, Gueta Chapo valorizou o papel da UP-Maputo na formação de quadros ao longo dos quarenta anos de existência, recordando aos demais que: “ a UP-Maputo já formou maior número de professores e técnicos do sistema nacional de educação”. Por isso que:
“Reconhecemos os princípios e valores de humanismo integridade, igualdade, inclusão equidade, cidadania, patriotismo e ética que caracterizam a formação técnico científica da UP-Maputo, e o desporto feminino da UP-Maputo é exemplo deste princípio e valores, é um dos componentes da formação integral dos estudantes da UP-Maputo”, afirmou Gueta Chapo.
Por sua vez o reitor da UP-Maputo, Prof. Doutor Jorge Ferrão, intervindo na ocasião, falou da importância da
prática física na UP-Maputo, referindo que o desporto é uma forma de vida aonde são aprendidos os valores, principalmente o da cidadania, reiterou assim que, o desporto feminino representa uma das prioridades na instituição que dirige.
“O nosso maior objectivo continuará a ser o de formar atletas e cidadãos comprometidos com o povo moçambicano e o desenvolvimento deste país”, disse Ferrão.
A capitã da equipa, Sarifa Honwana visivelmente emocionada deixou ficar o sentimento de gratidão das atletas pelo gesto da Primeira-dama, reconhecendo também que as vitórias conquistadas não apenas fruto do
esforço, mas igualmente da boa vontade dos que apoiam a equipa. “ A equipe feminina e as vitórias são uma das belas manifestações acadêmicas porque nós mulheres somos a maioria aqui na UP-Maputo”, disse Vanessa Muianga coadjuvando a capitã da equipa. Em retribuição ao feito ofereceram medalhas a Primeira-dama e ao reitor Ferrão.
A equipa de voleibol feminino é campeã nacional desde 2018 e com maior número de medalhas na África Austral. No último campeonato da zona VI realizado em Dezembro na África do Sul , a equipa ocupou a terceira posição, sendo que nos anos 2019 em Malawi , 2023 em Lesoto e 2024 em Botswana sagraram-se campeãs.
Participaram igualmente da premiação da equipa de voleibol feminino da UP-Maputo, o Secretário Permanente do Ministério de Desporto, Conselheiras do Gabinete da Primeira-dama, parceiros e comunidade da UP-Maputo. As premiações incluíram micro-ondas, forno eléctrico e cheque no valor de vinte mil meticais, para cada atleta e equipa técnica.








Ano lectivo arranca com aula Inaugural de Mia Couto
Num contexto em que o debate sobre a qualidade e o rumo da educação em Moçambique se torna cada vez mais incontornável, o anfiteatro Paulus Gerdes da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) mostrou-se pequeno para acolher a abertura do ano académico 2026 que tinha como figura de cartaz o escritor Mia Couto que proferiu a sua aula tendo como tema “Saber não tem CV”. O escritor e biólogo trouxe licções de vida e uma radiografia da actual situação da educação no país, buscando reflectir sobre o papel social no reforço da qualidade do ensino em Moçambique.
Mia Couto falando num auditório repleto de académicos, estudantes e outros convidados, apresentou uma leitura sobre o estado em que a educação se encontra no solo pátrio e propôs soluções mais humanizadas à maneira como o ensino é produzido, destacando o papel das universidades no desenvolvimento social, numa altura em que o mundo tem estado a enfrentar guerras e crises económicas. “As universidades têm o papel fundamental na promoção e conscientização da comunidade académica com vista a gerar mudanças e pensamentos críticos capazes de revolucionar Moçambique”, enfatizou o escritor.
O orador durante a sua alocução manifestou a sua preocupação com a situação económica do país, criticando a importação de produtos básicos após 50 anos de independência. “Se vamos formar quadros, devemos estar qualificados para lidar com a economia nacional, sem deixar de lado a ética profissional. Não bastam os seminários ou workshops, é necessário que se façam pontes de forma prática, com o intuito de despertar o senso crítico nas nossas academias”, concluiu o escritor e biólogo.
Para o reitor da UP-Maputo, Prof. Doutor Jorge Ferrão, o acto solene da abertura do ano académico 2026 simboliza a força e perseverança da universidade que mesmo entre desafios continua comprometida com a causa social, que é a formação dos jovens. “Entramos em 2026 conscientes de que alguns desafios de 2025 continuam presentes. Entretanto, permanecemos firmes na expectativa de melhorar o nosso desempenho e reforçar uma causa social”, referiu Professor Ferrão. A UPM abre o ano lectivo reafirmando-se como um espaço de formação, mas também de questionamento sobre o futuro do país.
Os presentes no Anfiteatro Paulus Gerdes, presenciaram um momento especial, carregado de significado e reconhecimento académico e de gratidão à Prof. Doutora Carla Maciel, Directora Científica da UPM, que ao fim de 38 anos de serviço recebeu a devida carta de desligamento. O Reitor Jorge Ferrão agradeceu o superior serviço prestado e disse que os 40 anos da UPM se confundem com a trajectória da Prof. Doutora Carla Maciel.
O evento serviu também para homenagear o escritor Mia Couto pelos seus setenta anos de vida assinados em 2025 tal como os 40 Anos da UPM.








Japão e UP-Maputo Buscam Formas de Melhorar o Ensino de Matemática e Ciências Naturais em Moçambique
A Faculdade de Ciências Naturais e Matemática (FCNM) da Universidade Pedagógica de Maputo (UPM) acolheu nesta quinta-feira (5), o Seminário sobre o Ensino de Matemática e Ciências Naturais no Japão. O evento teve como objectivo, despertar o interesse pela educação japonesa e impulsionar metodologias inovadoras em Moçambique.

Na ocasião, o reitor da UPM, Prof. Doutor Jorge Ferrão, enalteceu a parceria que a instituição tem com o Japão, não só no ensino de matemática, mas também na formação de professores qualificados, capazes de inovar no processo de ensino e aprendizagem em Moçambique. “Este seminário além de reunir diversas experiências, nos leva a reflectir sobre os desafios que o país tem enfrentado no ensino das ciências naturais e matemática, caracterizando-se como uma oportunidade para avaliar a forma como as aulas são leccionadas”, disse Ferrão, acrescentando ainda que há uma necessidade de se repensar nos modelos de ensino com vista a transformar e melhorar o sistema nacional de ensino.

Por sua vez, o reitor da Universidade de Educação de Naturo, Prof. Doutor Sako Hidekazu que interagiu virtualmente, referiu que o papel fundamental dos programas e parcerias com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) é estimular a educação moçambicana e promover o desenvolvimento social. “Mais do que uma capacitação, também temos estado a trabalhar em colaboração com a UPM na distribuição de livros e projecção de metodologias centradas no aluno”, realçou Hidekazu.

Para Hamada Keiji, Embaixador do Japão em Moçambique, este evento representa um passo significativo no fortalecimento de laços entre os dois países, pois trata-se de uma iniciativa abrangente que visa melhorar o desempenho académico dos estudantes e professores, assim como garantir uma formação com resultados positivos.

De acordo com o Secretário de Estado do Ensino Técnico-Profissional, Leo Jamal, que esteve em representação da Ministra da Educação e Cultura (MEC), o programa para estudar no Japão significa formar cidadãos críticos, capacitados e dotados de conhecimentos para lidar com as realidades do ensino no país. “Vemos neste seminário, um espaço de aprendizagem e reflexão que renova experiências e o compromisso com o profissionalismo dos docentes. Ademais, serve para fortalecer o sistema educativo e ampliar a formação, principalmente no que diz respeito ao uso das tecnologias de informação e comunicação”, destacou o representante do MEC.

Refira-se que a cooperação técnica entre UPM e o Japão está activa há cerca de 10 anos, altura em que foram assistidos os primeiros profissionais responsáveis pelos manuais de Matemática.
No evento foram partilhadas experiências de moçambicanos que fizeram o Mestrado em ensino de Matemática e Ciências Naturais na Universidade de Educação de Naruto, Japão. Na ocasião três professoras da FCNM da UPM que beneficiaram de uma capacitação em metodologias de ensino de Matemática na Universidade de Naruto falaram da experiência, vivências e superior utilidade do que aprenderam, trata-se das professoras Alcinda Mafuiane, Cláudia Jovo e Agnes Novela.

No discurso de encerramento do Seminário, o representante residente da JICA em Moçambique, Otsuka Kazuki, traçou as linhas de actuação da JICA em Moçambique e abriu caminhos para o fortalecimento da cooperação visando alcançar resultados visíveis na melhoria do ensino e compreensão da Matemática sobretudo no ensino primário.
O Seminário sobre Ensino de Matemática reuniu, igualmente, representantes do MEC; Embaixada do Japão; JICA; Docentes e estudantes da Universidade de Educação de Naturo e da UPM.

Por: Sunésia da Érica Chaúque e Daniel Bila (fotos)
GCI-UPM
Decorreu na manhã desta terça-feira, 3 de Março, na Sala de Grandes Actos da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) um encontro de trabalho entre a delegação da Universidade de Tallinn, Estónia, encabeçada pelo seu reitor, Prof. Doutor Tonu Viik, e UP-Maputo, liderada pelo reitor Prof. Doutor Jorge Ferrão.

O frente a frente entre estas duas instituições de ensino superior visava buscar áreas de interesse comum para a cooperação entre as duas universidades que tem na sua génese, a formação de professores. É de interesse da UP-Maputo cimentar o seu programa de internacionalização com a universidade da Estónia olhando para o desenvolvimento tecnológico, principalmente nesta era digital.

A Universidade de Tallinn, na sua nova configuração, foi estabelecida em Março de 2005 como resultado da fusão de várias universidades e instituições de pesquisa em Tallinn, a capital da Estónia. Esta universidade faz parte do grupo das quinze melhores instituições da Europa Emergente e Ásia Central pelo número de professores internacionais. (X)
Por: GCI – UPM



No seguimento da implementação do Projeto MozSkills (Formação de Professores em Metodologias STEM – Ciências Tecnologia, Engenharia e Matemática – sigla em inglês), a Universidade Pedagógica de Maputo (UPM), através das Faculdades de Ciências Naturais e Matemática (FCNM) e de Engenharias e Tecnologias (FET), realizam entre os dias 18 e 20 de Fevereiro, a actualização metodológica de professores de Ciências Naturais, Matemática e Tecnologias de diferentes instituições de ensino Técnico, Secundário Geral, Formação de Professores e Escolas Primárias da Cidade de Maputo.

Num contacto com o Prof. Doutor Arsénio Mindú, director da FCNM e coordenador do Projecto, ficamos a saber que a formação incide em matérias de Metodologias Activas centradas no aluno, no contexto de ensino e STEM, incluindo o uso de kits de experiências de Ciências e Robótica.

O Professor Mindú acrescentou ainda, que a capacitação se insere na parceria estratégica entre a UPM e o Ministério da Educação e Cultura, visando o reforço da capacidade metodológica dos professores nos vários subsistemas de ensino para responder aos desafios actuais da qualidade de ensino com particular atenção para as áreas STEM, recorrendo a metodologias activas que permitem desenvolver competências voltadas para a resolução de problemas reais do país e inclusão de género.

A formação de três dias, iniciou nesta quarta-feira (18) e termina amanhã, sexta-feira (20) no Campus da UPM, em Lhangune, no período das 8h e 12h.
GCI - UPM

Num esforço de internacionalização constante da universidade, o reitor da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo), Prof. Doutor Jorge Ferrão, recebeu em separado, na tarde de terça-feira, 17 de Fevereiro, a Encarregada de Negócios dos Estados Unidos de América (EUA) em Moçambique, Abigail Dressel, e o Representante Residente da JICA em Moçambique, Otsuka Kazuki.

No encontro que decorreu na reitoria da universidade, a diplomata estadunidense apresentou três linhas bases de apoio ao país, em particular a UP-Maputo, educação, agricultura e defesa, sem descurar outras áreas de interesse mútuo. Para Dressel a cooperação internacional é fundamental para o desenvolvimento das instituições; ʺé nossa missão ajudar os líderes de agora e do futuroʺ, avançou a fonte.

Por seu turno, Jorge Ferrão falou da cooperação frutífera que esta instituição vem mantendo com os americanos que culminou recentemente com a doação de vários equipamentos pela USAD à UP-Maputo que reforçaram a capacidade de resposta institucional nos vários desafios, sejam de âmbito de pesquisa, extensão e inovação.

Com a JICA, uma organização de cooperação japonesa, o foco cooperativo está na área da ciência e matemática, meio ambiente, educação física e desporto, e ensino da língua japonesa. De acordo com Otsuka Kazuki, que falava no encontro com as autoridades da UPMaputo, este dirigente nipónico indicou que o país insular está interessado na expansão da cultura japonesa, particularmente a sua língua.

Referir que o Japão através da Universidade Naruto tem sido um parceiro estratégico da UP-Maputo na formação do corpo docente, com maior destaque para os professores das ciências exactas.

Acompanharam o reitor no encontro com as delegações americanas e japonesas, os vice-reitores, Professor Catedrático José Castiano e Professora Leonilda Sanveca, directores de faculdades e de centro de pesquisa, docentes e corpo técnico administrativo. (X)
GCI–UPM






Quando a linguista Sarita Monjane Henriksen chegou ao campus como bolseira residente da Fulbright (Fulbright Scholar-in-Residence), ficou impressionada com as semelhanças entre a Rutgers-Newark e a sua terra natal, Moçambique.
«Tenho descrito Moçambique como o lugar linguística e culturalmente mais diverso. Mas nada me tinha preparado para o que vi aqui», disse Henriksen, professora na Universidade Pedagógica de Maputo, em Moçambique.
Henriksen descobriu que se falavam quase tantas línguas em Newark como na sua terra natal, onde o português é a língua oficial, mas mais de 20 línguas são faladas em todo o país. Estas incluem línguas africanas — o Banto é a mais difundida — juntamente com o Guzarate, o Panjabi e o Mandarim. Línguas europeias como o espanhol, o alemão e o francês também são comuns.
Em Newark, ficou surpreendida ao descobrir que os residentes multilingues e os estudantes da RU-N falavam muitas das mesmas línguas, para além do inglês. «É o lugar mais diverso onde já estive», afirmou Henriksen. «Newark é realmente o centro para alguém que esteja interessado em questões que tenham a ver com diversidade intercultural e multilingue.»
Na Rutgers-Newark, o ensino e as palestras públicas de Henriksen exploram a forma como as sociedades gerem o uso da língua nas escolas, no governo e na vida quotidiana, um campo conhecido como política linguística.
«A política linguística tem a ver com decisões que são tomadas pelo governo, mas também com as formas como as pessoas usam a língua», disse ela.
Este semestre, Henriksen leccionará dois cursos: um no Departamento de Educação Urbana sobre língua, cultura e poder, e outro baseado na sua investigação em países lusófonos, onde se fala português. Newark é o lar de muitos imigrantes de Portugal e do Brasil.
Henriksen é uma das 25 bolseiras residentes da Fulbright seleccionadas a nível nacional para este ano lectivo. O Programa Fulbright Scholar-in-Residence, parte do Programa Fulbright Visiting Scholar, permite que faculdades e universidades dos EUA recebam académicos internacionais por um semestre ou um ano lectivo completo para melhorar o currículo, apoiar o desenvolvimento do corpo docente e envolver as comunidades locais.
Henriksen, que é sociolinguista, estudou como as transformações políticas de Moçambique afectaram a sua paisagem linguística e educativa. O seu trabalho, que inclui colaborações de investigação, foca-se também na educação bilingue. Ela está a estudar como esta evoluiu nos EUA, partindo do seu conhecimento da diversidade linguística em Moçambique e de como isso se desenrolou nas escolas e nas políticas públicas.
Depois de Moçambique ter conquistado a independência do domínio colonial português em 1975, o português tornou-se a única língua de instrução a nível nacional, embora apenas cerca de 1 por cento da população a falasse como primeira língua. A decisão foi justificada como uma forma de promover a unidade nacional e evitar exacerbar divisões tribais, disse Henriksen. Mas, para muitas crianças, isso tornou a aprendizagem mais difícil.
«A maioria das crianças não tem o português como língua materna, especialmente nas zonas rurais», referiu.
O país utiliza agora um modelo de educação bilingue, onde a língua materna da criança é usada da 1.ª à 3.ª classe, antes de transitar para o português na 4.ª classe.
Ao longo dos anos, as atitudes em relação à língua e à educação estão a mudar. No passado, algumas pessoas acreditavam que era um desperdício de recursos incorporar uma «língua morta» na educação dos seus filhos, disse Henriksen. Mas agora, mais pessoas estão a ver o valor do multilinguismo. A investigação académica e os músicos populares que tocam na sua língua nativa, bem como o papel das igrejas e outros locais de reunião comunitária, mudaram as percepções.
«Eles compreendem que a língua pode tratar-se de preservar culturas, tradições e modos de vida», disse ela.
Henriksen tem observado de perto como a língua moldou a instrução nas escolas públicas de Newark, onde as práticas reflectem uma crescente consciência da inclusão linguística, afirmou.
Os professores trabalham com alunos de muitas origens linguísticas, usam exposições visuais para reconhecer as línguas maternas dos alunos e recorrem a intérpretes ou mediadores linguísticos — por vezes outros alunos — para comunicar com as famílias.
«As escolas têm, em grande medida, protocolos linguísticos onde a educação multilingue é encorajada», disse ela.
O seu trabalho destaca como a política linguística liga as salas de aula em Moçambique às escolas em Newark — e como o multilinguismo pode ser um recurso em vez de uma barreira.
Henriksen aponta para a investigação que mostra os benefícios cognitivos e académicos do multilinguismo. Henriksen, que fala cinco línguas, sabe em primeira mão como ser bilingue ou multilingue pode enriquecer a vida.
«Acredito verdadeiramente que falar línguas expande a nossa visão do mundo», concluiu. «Começa-se a pensar fora da caixa de uma única cultura. As cores do nosso jardim expandem-se. Não é apenas uma cor, mas diferentes formas de olhar para o universo.»
----
When linguist Sarita Monjane Henriksen arrived on campus as a Fulbright Scholar-in-Residence, she was struck by the similarities between Rutgers-Newark and her homeland of Mozambique.
“I’ve been describing Mozambique as the most linguistically and culturally diverse place. But nothing had prepared me for what I’ve seen here,’’ said Henriksen, a professor at Universidade Pedagógica de Maputo in Mozambique.
Henriksen discovered there were nearly as many languages spoken in Newark as there are in her homeland, where Portuguese is the official language but more than 20 languages are spoken nationwide. These include African languages–Bantu is the most widespread– along with Gujarati, Punjabi, and Mandarin. European languages such as Spanish, German and French are also common.
In Newark, she was surprised to find that multilingual residents and RU-N students spoke many of the same languages, in addition to English.“It’s the most diverse place I’ve been to,’’ said Henrikssen. ”Newark is really the hub for someone who is interested in issues that have to do with intercultural and multilingual diversity.’’
At Rutgers–Newark, Henriksen’s teaching and public lectures explore how societies manage language use in schools, government, and everyday life, a field known as language policy.
“Language policy has to do with decisions that are made by the government, but also with the ways people use language,” she said.
This semester, Henriksen will teach two courses: one in the Department of Urban Education on language, culture, and power, and another drawing on her research in Lusophone countries, where Portuguese is spoken. Newark is home to many immigrants from Portugal and Brazil.
Henriksen is one of 25 Fulbright Scholars-in-Residence selected nationwide for this academic year. The Fulbright Scholar-in-Residence Program, part of the Fulbright Visiting Scholar Program, allows U.S. colleges and universities to host international scholars for a semester or full academic year to enhance curriculum, support faculty development, and engage local communities.
Henriksen, who is a sociolinguist, has studied how Mozambique’s political transformations have affected its linguistic and education landscape. Her work, which includes research collaborations, also focuses on bilingual education. She is studying how it has evolved in the U.S., drawing from her knowledge of the linguistic diversity in Mozambique and how that has played out in schools and public policy.
After Mozambique gained independence from Portuguese colonial rule in 1975, Portuguese became the sole language of instruction nationwide, even though only about 1 percent of the population spoke it as a first language. The decision was justified as a way to promote national unity and avoid exacerbating tribal divisions, said Henriksen. But for many children, it made learning more difficult.
“Most children do not have Portuguese as their mother tongue, especially in rural areas,’’ she said.
The country now uses a bilingual education model, where a child’s mother tongue is used through grades 1-3 before they transition to Portuguese by grade 4.
Over the years, attitudes toward language and education are changing. In the past, a few people believed that it was a waste of resources to incorporate a “dead language’’ in their child’s education, said Henriksen. But now, more people are seeing the value of multilingualism. Academic research and popular musicians who play in their native language, and the role of churches and other community gathering spots, have changed perceptions.
“They understand that language can be about preserving cultures and traditions and ways of living,’’ she said.
Henriksen has been closely observing how language has shaped instruction in Newark’s public schools, where practices reflect a growing awareness of linguistic inclusion, she said.
Teachers work with students from many language backgrounds, use visual displays to acknowledge students’ home languages, and rely on interpreters or language brokers—sometimes other students—to communicate with families.
“The schools are very much having language protocols where multilingual education is encouraged,” she said.
Her work highlights how language policy connects classrooms in Mozambique to schools in Newark—and how multilingualism can be a resource rather than a barrier.
Henriksen points to research showing cognitive and academic benefits of multilingualism. Henriksen, who speaks five languages herself, knows first hand how being bilingual or multilingual can enrich your life.
“I truly believe that speaking languages expands your worldview,” she said. “You start thinking outside the box of one culture. The colors of your garden expand. It’s not just one color, but different ways of looking at the universe.”
Para acompanhar de perto o decorrer dos exames de admissão, o reitor da Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo), Prof. Doutor Jorge Ferrão, escalou esta manhã, 13 de Janeiro, alguns centros de realização de provas de acesso à UP-Maputo, tendo endereçado aos examinandos uma mensagem de encorajamento e boa sorte.

Para o ano académico 2026, a UP-Maputo inscreveu 16128 candidatos. Em comparação com o ano 2025, em que tinham sido inscritos13194, pelo que em 2026, registou-se um aumento de inscrições na ordem de 18,2% correspondentes a 2934 candidatos.

Durante a sua visita aos centros de exames, o reitor esteve acompanhado do vice-reitor, Professor Catedrático José Castiano, do director pedagógico da universidade, Prof. Doutor Eduardo Humbane, e da coordenadora da Comissão dos Exames de Admissão, Mestre Sheila Rangel. Referir que os exames que decorrem nas faculdades da UP-Maputo e em outros estabelecimentos de ensino têm o seu término na sexta-feira, 16 de Janeiro.






*GCI - UPM*

REITORIA - Rua João Carlos Raposo Beirão nº 135, Maputo, Moçambique
(+258) 84 20 07 116
DUNS: 558579373