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LER E COMPREENDER MAZULA NO DIA DE ÁFRICA

LER E COMPREENDER MAZULA NO DIA DE ÁFRICA

O Simpósio Ler e Compreender Mazula marcou a celebração do dia 25 de Maio, Dia de África  na  Universidade Pedagógica de Maputo (UPM). O evento, uma organização conjunta da  Faculdade de Ciências Sociais e Filosofia (FCSF) da UPM e  Faculdade de Filosofia (FF) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), trouxe para sala uma reflexão fundada  em quatro eixos temáticos: Pensar Diferente (Epistemologia); Pensar na Paz, Reconciliação e Unidade Nacional (Ética); Pensar a Educação e a Universidade (Filosofia da Educação); e Pensar a Utopia da Democracia (Filosofia Política), reunindo académicos e estudantes para pensar nos desafios para desenvolver África em função dos escritos de Mazula. Foram dois de debates em volta do pensamento de Mazula, dia 25 no Campus de Lhanguene (UPM) e dia 26 num dos Campus da UEM.

O reitor da UPM, Prof. Doutor Jorge Ferrão, descreveu Brazão Mazula como um raro intelectual que ajudou Moçambique a pensar-se a si próprio nos momentos de esperança, sobretudo nos tempos de inquietação e de incerteza, enalteceu os seus feitos na academia, na preservação da paz, reconciliação e unidade nacional, assim como o seu contributo para o crescimento da educação e o seu marco na vida política dos país. “Nesta homenagem a UPM não celebra apenas um académico, mas um homem que fez da lucidez uma forma de patriotismo, alguém que construiu pontes quando muitos preferiram cavar trincheiras, intelectual que continua a lembrar-nos que a universidade deve ser um espaço de consciência crítica e de esperança”, vincou Professor Ferrão.

A apresentação de ideias preliminares sobre “Ler e Compreender Mazula”, esteve a cargo do vice-reitor, Professor Catedrático José Castiano, que falou dos planos traçados para o desenvolvimento de África com vista a torná-la numa potência até 2063 e fez menção aos grandes nomes que se destacaram na luta pela independência africana, citou alguns pensamentos, escritos e ideias de Mazula, destacando o estilo de escrita, a ligação da teoria e práxis baseada no seu livro autobiográfico onde sai a ideia de ser diferente e pensar diferente.

Para o director da FCSF, Prof. Doutor Bernardino Cordeiro, a universidade não deve se limitar à transmissão de conhecimento ou à formação de competências e técnicas desligadas da realidade, ela deve constituir um espaço de pensamento crítico e de questionamento das desigualdades e de problematização das estruturas do poder, tendo enfatizado a importância da descolonização da mente africana como relevância da liberdade intelectual no desenvolvimento de África.

Na mesma mesa redonda diversas personalidades da academia estiveram reunidas, a destacar o Professor Catedrático Brazão Mazula, antigo reitor da UEM, Prof. Doutor José Blaunde, director da FF da UEM, Prof. Doutor Elias Macuácua, Prof. Doutora Nilza Chirinda, e Prof. Doutor Filimone Meigos Secretário-geral da AEMO, que falaram da importância de produção de conhecimento à luz do  pensamento de Mazula.

Por: 
GCI/UPM

 

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