O MESTRE DO BAIRRO INDÍGENA,  UMA HOMENAGEM  ÀS CORES DA ALMA NA PEDAGÓGICA DE MAPUTO
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O auditorio, sala dos grandes actos, Biblioteca Central da UPMaputo foi o palco escolhido para a Homenagem ao Mestre que saiu de Mandlhakase atrás das cores e dos pássaros de Lourenço Marques. Noel Langa  é um Clássico,  nós temos os nossos clássicos, disse Joaquim Chissano, antigo Presidente da República dedicando algumas palavras ao seu amigo Noel. A UPMaputo tinha muitos motivos para esta homenagem. Qual deles merece realce? Todos; o Reitor Jorge Ferrão, numa fala Pedagógica,  meio artística disse: "Nos reunimos uma vez mais neste espaço universitário, congregando moçambicanos de diferentes origens, diferentes sensibilidades e, sobretudo, diferentes vivências e percursos. O denominador comum tem sido a moçambicanidade e a vitalidade da cultura moçambicana.
É um prazer renovado receber, no nosso seio o antigo Presidente da República, Joaquim Alberto Chissano, que recentemente completou os seus 80 anos e, igualmente, a irmã Inês Pissinin, que completou os seus 80 anos. O motivo que nos congrega é um pouco mais do que a celebração destes anos e percursos de vida. Nós celebramos os exemplos de vidas dignas que se fizeram com empenho, esforço e dedicação à causa nacional, à governação, à promoção das artes e cultura e ao amor ao próximo.
Hoje, e como o fizemos no passado, reservamos um momento especial para celebrar o 81º aniversário do artista plástico Noel Langa. A nossa universidade quis expressar e reconhecer, não apenas a sua veia artística mas, sobretudo, a sua entrega a libertação nacional e a consolidação da pátria moçambicana.
Recentemente aprendi, pela voz do professor Calane da Silva, que foi igualmente homenageado na 3ª edição da feira do livro, que qualquer pintor, e não importa a sua reputação e a magnitude que alcança, é também um escritor. Através da sua pintura, escreve páginas que viram romances. Estas pinturas mantêm vivas as línguas, os provérbios, os anseios e as carências que a vida nos impõe. Estas imagens, que são livros, mostram a irreverência do ser humano, em transformar o mundo e deixar o legado das cores que sempre foram vida e da vida que será eternamente diferentes cores. 
A nossa universidade gostaria de poder recordar a obra de centenas de milhares de moçambicanos que se distinguem pelo que realizam e que levam este país além-fronteiras. 
Parabéns Noel Langa pela vitalidade de sua carreira artística. Parabéns a todos artistas que aqui estão presentes. Que os vossos exemplos continuem iluminando as mentes de todos os jovens deste país". Assim falou Jorge Ferrão, ele mesmo, também um homem de artes e letras. O elogio ao Noel Langa veio na voz de Calane da Silva. O Professor e Escritor, falou de  Noel Langa, uma narrativa em cores da alma. Simplesmente contagiante  dita por ele.
O amigo Mankeu Mahumana, outro mestre, 85 Anos,  também clássico, para não falar tocou a sua gaita, qual gaiteiro de outros tempos na mistura de cores e sons para explicar Noel Langa sem palavras.
Os momentos culturais tiveram as vozes e guitara de Stuart Sukuma, surpresa agradável a Noel que não estava no programa e apareceu para oferecer uma música e um CD ao seu velho amigo. Os irmãos Willy e Aníbal,  Elvira Viegas e Moisés Mavale, filho do músico Gabriel Chiau, cantaram bem cantado. Alena Bravo (Piano), e Ekaterine James (Violino), duas cubanas, professoras de música, encantaram os presentes com a sua fina classe musical. 
Jaime Santos leu o Poema de José Craverinha, "Mulata Margarida", os presentes vibraram.
O corte do Bolo foi com Noel Langa, Joaquim Chissano, Elvira Viegas, Mankeu, Calane da Silva, irmã Inês Pissinini e Carla Mabote, todos aniversariantes do mês de Outubro. Oldemiro Baloi,  antigo ministro dos negócios estrangeiros orientou o brinde e as taças entornaram o Champanhe para molhar a garganta seca.
Noel, como é seu jeito, pintou uma tela com crianças da Escola Primária 7 de Setembro da Matola, onde Joaquim Chissano deu umas pinceladas,  Silva Dunduro meteu um colorido, Mankeu adicionou cores e o quadro ficou lindo, e, as crianças felizes.
Foi assim a Homenagem ao Mestre do Bairro Indígena,  na Universidade Pedagógica de Maputo, no dia dos seus 81 anos, Vida e Arte.

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