CAPA 15.fwEsta edição da revista Síntese publica sete artigos e um documento.

Arrojados no trato teórico e metodológico, os artigos representam a florescente academia moçambicana voltada para problematizar temáticas relevantes da sociedade, no actual contexto caracterizado por transformações em diversos sectores públicos. O carácter interdisciplinar da revista mais uma vez se demonstra pela diversidade de áreas de conhecimento em que se enquadram os artigos e os respectivos autores da Sociologia, Educação, Filosofia e História.

No seu artigo Da Sociedade de Risco à Luta pelo Reconhecimento: Reflexão sobre a exploração de areia nos Municípios de Maputo e Matola, Carlos João B. Manjate traz-nos uma análise em torno de uma questão que se levanta hoje no país que tem a ver com o crescimento, infraestruturas e ambiente ao reflectir objectivamente sobre a atividade de exploração de areia e a produção de sociedade de risco, a partir de dois teóricos de mérito, nomeadamente Urlich Beck e Alex Honneth. Orlando Nipassa, no seu artigo Relações de Poder e Sentido de Autonomia da Sociedade Civil Moçambicana, debruça-se sobre a problemática relação de poder envolvendo o governo, sociedade civil e agências doadoras de financiomento, situando sua análise em questões de autonomia e dependência. Chico F. Faria com o artigo Trabalho Alienado na Perspectiva de Karl Marx retoma Karl Marx, actualizando sua teoria e conceitos como trabalho, alienação, luta de classes, entre outros, para incidir sobre a questão do desemprego e miséria como mecanismos de reprodução contemporânea do capitalismo. Henrique F. Litsure com o artigo A Contribuição da Escola Profissional de Massinga no Desenvolvimento Comunitário (1976-2009) faz uma análise histórica desta escola na questão do desenvolvimento comunitário, que lhe permitiu observar que os projectos de desenvolvimento comunitário têm limitações no trato de problemas estruturais locais cuja resolução afecta directamente a vida das populações visadas. Alfredo Chafunha Ramijo, da Filosofia, no artigo A Especificidade Simbólica da Escola Moçambicana: entre o espaço privado e público-comum questiona os binómios oportunidade/exclusão e público/comum presentes na escola moçambicana e apresenta as possibilidades de torná-la um espaço comum e instituição benéfica para todo moçambicano.

A partilha de experiências informadas dos próprios autores no sector da educação no país juntou Stela Mithá Duarte, Manuel Guro e Juliano Neto de Bastos no artigo O discurso sobre qualidade nas políticas educativas em Moçambique - o caso do Ensino Básico (1975-2015), com o qual reflectem sobre o discurso relativo a qualidade nas políticas do Ensino Básico no período pós-colonial em Moçambique, numa análise em que referem sobre o carácter histórico e dinâmico dos conceitos de qualidade. Outro artigo de co-autoria é o Pobreza e Violência contra a Mulher Idosa em Moçambique, de Joaquim Nhampoca, Orlando Nipassa e Chico Faria que no campo da Sociologia abordam a violência e abusos que tristemente assolam as mulheres idosas e afirmam que esta situação está enraizada na pobreza e desigualdade de gênero.

Fazendo jus à história libertária e heróica do Dr. Eduardo Chivambo Mondlane, consagrado pelo Estado Moçambicano como “Arquitecto da Unidade Nacional”, Joaquim Alberto Chissano, antigo Presidente da República de Moçambique narra a sua experiência partilhada de camaradagem na luta de libertação nacional deste país no texto que publicamos na íntegra na rubrica Documento.

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