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UP-MAPUTO
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WORKSHOP DEBATE FINANCIAMENTO CLIMÁTCO NO PAÍS
Com vista a marcar o dia mundial do ambiente, que se assinala anualmente a 5 de Junho, a Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) reuniu no Campus de Lhanguene, investigadores, estudantes, e Organizações Não Governamentais, num workshop sobre financiamento climático em Moçambique, subordinado ao tema “Como a Pesquisa Pode Auxiliar o Desenvolvimento Resiliente ao Clima” com objectivo de reflectir sobre os desafios e oportunidades da mobilização de recursos destinados à adaptação e mitigação dos impactos das mudanças climáticas.
Os participantes do workshop destacaram que Moçambique continua entre os países mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, enfrentando frequentemente ciclones, secas e inundações. Neste contexto, foi sublinhada a importância de fortalecer mecanismos de financiamento climático e de promover uma gestão eficiente dos recursos disponíveis.
Entre os avanços apresentados, o país tem recorrido a instrumentos de transferência de risco climático, permitindo mobilizar recursos para responder a emergências causadas por eventos extremos, sendo que os fundos obtidos têm contribuído para assistência humanitária e para o reforço da capacidade nacional de resposta a desastres.
O workshop também evidenciou o papel estratégico das instituições de ensino superior e dos centros de investigação na produção de conhecimento científico capaz de apoiar a formulação de políticas públicas e a tomada de decisões baseadas em evidências. Os intervenientes defenderam uma maior participação da academia na identificação de soluções inovadoras para os desafios climáticos e no fortalecimento das capacidades técnicas e institucionais do país.
No sector da saúde, foi apresentado o Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas para o Sector da Saúde 2026–2030, recentemente aprovado, que prevê acções para tornar o Sistema Nacional de Saúde mais resiliente face aos impactos climáticos. O plano apresenta quatro pilares: serviços resilientes, acesso inclusivo, sistemas adaptativos e integração sustentável.
Para os participantes do workshop, o principal desafio de Moçambique não se resume à obtenção de mais financiamento climático, mas também à capacidade de mobilizar, gerir e aplicar os recursos de forma eficaz. Para tal, há necessidade de reforçar a investigação científica, a cooperação entre o Governo, a academia e o sector privado, bem como a diversificação das fontes de financiamento. (X)
Por: GCI-UPM






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